quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ausência presente

Andar afastada das palavras nunca me soube tão bem...

Andar a viver a MINHA vida outra vez...

Descobrir-me em cada recanto dos sorrisos q eu me esqueci de ter...

Relembrar-me do q sou e do q de novo aconteceu em mim...

Querer ser mais do q a cortina q coloquei entre o meu olhar e o mundo...

Voltar a acontecer em cada passo sem medo de ser...

Redescobrir as cores da vida, escutar cada momento como se fosse uma criança q vibra a cada descoberta dos sons, das texturas, dos sabores...

Ai amigos, soubesse eu escrever a felicidade q sinto no já e no agora, a confiança q voltei a ter em mim e no futuro...e eu n saía daqui...

Mas n sei...e por isso, cada dia que n venho, leiam em mim o q eu n sei escrever, mas cada uma das pessoas q me faz sorrir assim, sabe tão bem ler...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quando acreditei dei...
Tudo, porque não sei ser às prestações
Vou sem duvidas, só eu e o medo de errar
Sempre assim, porque quem tem, tem medo de deixar de ter
Mas mais vale errar, que deixar de ser
Não condeno os caminhos sem os percorrer
Não os pinto com o sangue das feridas que me fizeram crescer
Vou e vou com tudo o que sei ter
Arrisco os mesmos erros dos outros, não os que a mim pertencem
Acredito das pessoas e na sua essência
E com isto se estou nas mãos da vida...
Talvez seja até essa a magia
Porque o perfeito vem duma sucessão se erros
E eu n sou feita de enredos
Sou o filme avariado e sem sentido
Que se faz a cada suspiro
Com tudo o que é feio e bonito
Sem mentiras ou palavras por dizer
Foi assim que vi o sorriso acontecer
E esta alegria merecida, eu n volto a perder

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

De Volta

A voz faltou-me sim
E eu deixei q ela fizesse folga
Dos tempos e das verdades q eu n soube contar
Sentia rouca a principio
Foi esmorecendo até q se extinguiu
Porque n encontrou as minhas verdades
Nem o perdão de mim mesma
E eu deixei-a abandonar-me, n a fechei na minha mão
Prisioneira do q eu própria n sabia dizer
Calei-me no silencio da culpa
Sofri na mudez das dúvida
Mas lancei-me ao vento da mudança q escolhi
Libertei-me das culpas e da pena de mim e dos outros
Libertei-os e libertei-me a mim
Sou eu com todas as mentiras e verdades q um ser humano tem
E, na crua e pura verdade, n posso obrigar ninguém a aceitar-me
Mas eu reencontrei-me comigo
Arranjei lugar para a dor da consequencia do q fiz
E ela veio, cantada numa melodia q eu n esqueci
Disse-me q lhe faço falta como ela a mim
Fiz as pazes com a minha voz
E estou de volta,
Com tudo o q ela me deixar falar

terça-feira, 28 de julho de 2009

Por MIM!


E se eu me encontrar por aí,

Nos tempos que a memória apagou?

Quantos espaços serão mudados, reciclados?

Quantos corações serão partidos?

Queria poder dizer que não me importo....

Que sou egoísta e que só penso em mim

Mas não posso...

Ainda assim, é o MEU tempo,

E eu não posso mudar os ventos do destino.

Sou um coração que acolhe, mas antes de tudo...

SOU EU!

E o coração é meu.

Já fui, entrei no barco e não vou sair...

Daqui para lá, só tempo,

Tempo para escrever a verdade,

Bruta, sem mais "ses",

Sou eu comigo,

E preciso ser assim,


Para ser feliz...

domingo, 26 de julho de 2009




Parida no momento em que o tempo nos cruzou,

uma amizade,

que em irmãs nos tornou

...


És, assim, inevitavelmente, um sol na minha noite, amiga



segunda-feira, 13 de julho de 2009

.....

Era longe
E a distância não me cabia
Quanto mais eu andava
Mais longe me via
Cega do passado
E do que queria
Tentando não sonhar
Com o que não acontecia
Quanto mais atiçava a chama
Mais a noite caia
E eu sem luz nem mapa
A cada passo mais me perdia
Olhava em volta de mim
E nada acontecia
Gritava com mais força
E me ouvia mais emudecida

Não fui mais porque acordei
Olhei em volta e não me espantei
Tudo igual sem ser o que sou
Porque só estou bem, onde não estou...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Roscas

Assomou na esquina.
Instintivamente a minha alegria chamou por ele.
E ele veio, sedento de se afagar nas minhas mãos moles de saudade.
Chamei-o pelo nome que a rua que o adoptou lhe designou.
Perguntei-lhe naquele tom de voz tão parvo, que só a nossa tentativa de inocência canina pode alcançar, se queria comer.
Rapidamente ligou a ventoinha peluda e começou a dançar ao meu redor.
Foi aí que o olhei de frente.
E senti-me...transparente!
Nunca nenhum olhar humano me viu, como aqueles olhos caninos o fizeram.
Espelhou em mim a inocência sincera do que ele é e eu nunca poderei ser.
Ficou ali, á espera somente do que eu lhe tinha para dar, aguardando o tempo que eu decidi que tinha para ele.
Não me pediu mais, voltou-me a barriga para um último carinho e lambeu-me as mãos, num ritual fácil.
Foi rua abaixo e voltou a esquina, não sem antes procurar o meu olhar num "até logo silencioso".
Até chegar à cama tosca que alguém carinhosamente preparou para ele, foi cumprimentando um sem número de corações conquistados pela sua simpatia agradecida.
Às vezes vejo-o farejando esses cantos afora e pergunto-me se procura a família que não o foi, quando decidiu que ele já não fazia parte dela.
Jogado na rua não faz, de certeza julgamento e, acredito, que seria vê-lo a abanar a sua ventoinha peluda se encontrasse quem não o procura mais.
Este é o meu novo amigo!
Não há chuva, cansaço ou noite mal dormida que o impeçam de me dar um bom dia, uma boa tarde, um até amanha.
Não há tempo que falte, que o faça não ter tempo para mim, e para todas as mãos que lhe dão o que podem dar, não há falta de tempo, que o seja para os seus amigos...
Dou por mim hoje a pensar, estarei assim tão louca, ou apenas tomando consciência da minha condição defeituosamente Humana, quando hoje digo "caramba, as coisas que eu aprendo com um cão!"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fotografias Da Alma

Quando eu penso nessas amizades, sem formas nem vaidades, que só conhecem as verdades, do que somos sem entraves; eu transcendo em alegria, por esta, para muitos, utopia, ser para mim uma mais valia, que fortalece o que sentia, quando em pequena dizia, que de nada serve a fotografia, a posição ou a hierarquia, mas sim a pessoa embutida, na real forma do que sentia.
Os rostos que conhecemos, resumem-se a um quadrado fotografado, escolhido por um qualquer significado, para ser apresentado, a quem pouco importa o penteado, o peso, a altura, ou o explicitado.
O que queremos é o camuflado, o que está por baixo do declarado, aquilo que se revela pelo teclado, de cada vez que por um qualquer chamado, necessitamos que seja partilhado, o nosso eu mais purificado, o nosso ser mascarado, por essa forma do quadrado fotografado.
Então de cada vez que eu leio deliciada, de qualquer um desses amigos da estrada, esta cujo alcatrão é palavra, eu volto orientada, para o meu caminho nesta jornada, em que no fim, vale mesmo é a caminhada, e a voz soletrada, que não pode ser fotografada.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Verdadeiro Casamento


Quando ela entrou, eu vi no olhar deles, tudo aquilo que os poetas tentam escrever ao longo dos tempos e dos espaços e não conseguem


Ali, naquele momento, de respiração suspensa e coração galopado, a definição mais perfeita de Amor


Aqueles passos, dela até ele, construindo em suspenso no mundo em que só eles existiam, um poema como nunca ninguém escreveu


Eu digo, é por isto que vale a pena viver

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Talvez tenha sido a vontade de ser mais do que aquilo que escrevo
Encontrar a verdade do que penso e sinto
Encarar o mundo sem esta bengala que apoia a tristeza que vivi
Descobrir o que me tornei, encontrar o que ficou em mim
Talvez tenha sido o egoísmo de pensar só em mim
De não contar a ninguém o que sinto, como estou
Fechar o casulo sem me deixar derramar sobre o papel
Talvez tenha sido a necessidade de encubar os pensamentos, os sentimentos
Deixá-los ser antes de os fixar no écran, poder lê-los antes de saírem de mim
Talvez tenha sido a necessidade de me olhar de frente e ver o bom e o mau
Talvez tenha sido a a vontade da desculpa do cansaço
Talvez tenha sido a necessidade de voltar a sentir saudades do ritual
De encontrar aqui os meus poetas, sarar as minhas feridas com as suas palavras
Iluminar-me com as palavras dos que amam e retribuem o que dou de mim
Talvez tenha sido a vontade de não saber o que escrever quando venho aqui
Sentir aquela sede de deixar escorrer as palavras por mim
Talvez tenha sido a necessidade de deixar o tempo passar
Permitir ao comboio engatar nos carrilhos e levar-me ao destino
Talvez tenha sido apenas o não me apetecer

Não sei o que foi
Mas sei que precisei que fosse assim
Só eu, com o tempo que teimei em não deixar passar por mim

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Alentejo da Minha Alma


Era cedo

Suave a lânguida preguiça que se roçava no meu corpo

De olhos semi-cerrados percorria as linhas da aguarela que se desenhava diante de mim

A voz do poeta perscrutava a minha memória e eu cantava com ele

Alentejo da minha alma

Adiante, a planície com sede de Primavera estendia-se para lá do meu olhar

No horizonte um azul tão cálido como quente, abraçava-a num fim que não acontecia

Como se não houvesse limite para toda a beleza que aflorava naquela manhã amena

Como um ciclo que se repete, nunca igual, a Natureza impunha-se perante tudo o que é artificial

E eu fiquei, só, sem me sentir sozinha, agradecendo-lhe baixinho por me deixar fazer parte dela

Alentejo da minha alma

Dissolvi-me no momento como quem encontra o seu lugar

Estendi-me na certeza de fazer parte do que agora encontrei

E fiquei, eu e o meu Alentejo, neste namoro natural

Repito este encontro de cada vez que a noite teima em não acabar em mim

Vou vê-lo amanhecer para que a manhã amanheça também em mim

Alentejo da minha alma

Dou-me à brisa como ao colo de uma mãe

Corro sem me mexer pelos vales intermináveis da beleza que esta terra pare a cada dia

E sinto em mim todas as certezas que não encontro nos prédios e nos carros da metrópole

Sou um espírito livre que segue nas costas do gado que se arrasta pela erva que o alimenta

Sou as asas das garças que mutualizam comigo esta comunhão

Aqui sou, tudo o que posso ser

E quando me despeço, nunca lhe digo adeus

Este quadro mora em mim para além daquilo que posso ver

É aqui que me irei plantar, na esperança que quando ninguém me puder regar

A chuva cessará a minha sede de querer sempre e sempre te contemplar

Alentejo da minha alma

Meu lugar

sábado, 28 de março de 2009

Se queres...Podes!


Procura nos versos acumulados em mim

Na falta da tinta que não os derramou sobre o papel

Nos buracos que se abriram pelas ausências que não regressaram

Nos sorrisos que se abriram em cada sol que despertou em mim

Nos músculos fatigados pelo gosto de me cansar assim novamente

Nas críticas por não aprender a gerir o meu tempo

Agora que sei que há amanhãs que não se repetem

Deixo lá as palavras que ficaram por dizer, porque a vontade não superou o cansaço

Deixo lá a falta de dizer o que não disse, porque o sono superou a voz

Deixei de me preocupar com o que ficou por contar

Deixei de me angustiar com o tempo que não tenho, ou não sei ter

Não há aprendizagens perfeitas

E viver o momento, não significa poder ser tudo o que temos para ser num dia

Não sei viver pensando que posso não ter amanhã

Adoro esta sabedoria, saber estar só com o silêncio

Saber estar sem fazer nada e aproveitar tudo o que esse nada tem

Adoro ficar atordoada sem saber para onde me virar

Adoro resmungar por não ter tempo para tudo

Adoro isto tudo que me tem abraçado nesta última semana

Voltar a ser eu com a vida que eu tinha

Sentir o prazer imenso de fazer o que gosto

Saber que este buraco que tenho em mim me vai acompanhar sempre

Mas aprender a remetê-lo para um canto em que não é a expressão de mim

Eu acordei, de um sono em que incubei a Filipa que conhecia

E comigo acordou uma outra que se fez

É de novo o meu tempo, voltei a mim

Sou um sorriso que grita, amigos.... VOLTEI A SER FELIZ!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Hoje o meu sorriso é do tamanho do mundo!!!!


A vida é assim mesmo...curiosa, muito curiosa...
Hoje o meu sorriso é do tamanho do mundo!
E eu hoje digo que EU MEREÇO!!
E é assim que hoje sinto, na certeza do meu sorriso e dos que sorriem comigo.
Se soubesse pintar, pintava.
Mas não sei!
E por isso escrevo, apenas

HOJE O MEU SORRISO É DO TAMANHO DO MUNDO!

:)

domingo, 8 de março de 2009

A Presença da Ausência

A presença da ausência é cruel...
Aqueles momentos em que sentimos tanto a falta de alguém, que essa falta se parece materializar num qualquer ser que nos persegue como uma sombra...
E ela empurra-nos os passos para nos lembrar que não podemos esquecer.
Aquela sensação de incomodo repetida, como a ventoinha de um computador, da qual só nos apercebemos realmente quando a desligamos...
Sento-me e reflicto nas horas que o tempo imortaliza.

Agora, nos segredos do pensamento, eu sei. Sei tanto que sinto a minha certeza.
Na retrospectiva do dia, vejo a ausência que não senti enquanto o pensamento foi apenas amigo da memória. Mas a noite é traiçoeira e o coração ganha força com o por do sol.
E eu sei que todos queríamos o par que cobriria as cabeceiras da mesa. E eu sei que todos queríamos ver sair das fotografias as formas da presença. E eu sei que todos pensamos nos "ses" e em todos os pontos de interrogação que ainda nos angustiam a incredulidade.
E eu sei que hoje, os lençóis de 3 quartos acolhem 6 almas com o mesmo pensamento.
E eu sei que todos hoje sentimos a presença da ausência.
Mas, (e o "mas" tem a mágica capacidade de poder ser tão cruel, quanto divino), no decorrer dos tempos que hoje imortalizámos em fotos que não precisam de revelação, manual ou digital, eu não fui o pensamento das ideias que agora tenho. Fui o mágico resultado do amor.
Hoje foi um dia perto da perfeição. Muito perto.
Falei, ouvi, recordei de uma forma tão poderosa, quanto serena. E eu hoje fui feliz.
E agora, as mãos que tremem a escrita que se me acumula no peito, sabem o que querem escrever. Mas eu também sei que há momentos que não se podem dizer.
E, por isso, hoje prefiro lembrar a presença da ausência de uma outra forma...a memória falada com a força de um amor intemporal que faz parecer que não falta nada nem ninguém, nos momentos em que a força da recordações é uma máquina do tempo que nos leva de volta ao espaço falado....porque há presenças que não precisam de forma e formas que nunca se ausentam.
Somos o resultado de uma amizade continuada, uma ligação que a diferença geracional não interrompeu. Um fluido continuado de um rio que não vi nascer, mas sinto pertencer...
É este o balanço que faço do tempo, hoje.
Que vocês possam sentir, em qualquer momento do tempo em que a memória vos recordar este dia, a felicidade que hoje me trouxeram.

Obrigada amigos, foi um maravilhoso dia a 8....

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Duas Mulheres Intemporais

MÃE,
Perduras além do tempo que te faltou
Arrastas-te como uma fragrância suave que cheiro em tudo o que vejo, faço ou sinto
Não és o dia que aconteceu quando outra voz te chamou
Cantas neste corpo que trouxeste à vida
Ris na alma orgulhosa que ajudaste a crescer
Sou um coração que não abandonaste
E por isso este dia, mais não representa que o fim dum capitulo, na vida que não acabaste de escrever
Continuas igual ao que sempre conheci
Estás tão forte como sempre te senti
És o que aconteceste e perdurarás além de ti, de mim e do acontecer
Porque pessoas como tu, não poderão, jamais, morrer.



MARIANA,
Nas memórias do tempo, fizeram-te acontecer
E não foi neste dia que deixaste de viver
Estás perto como uma força que fizeram acender junto de mim
E eu abençoo este dia que te fez nascer
Poderes ser, mais que amiga, mãe, avó
Seres este ser que me acolhe em toda a contemplação
Envolves-me num manto de carinho, aconchego, protecção
Festejo a tua vida, hoje, com o mesmo amor com que recordo a que não terminou
E hoje, presenteio-te com a voz que no sono me falou
Disse-me ela que te enviasse um beijinho
Levasse a memória duma vida partilhada que foi soprada levemente para ti
Te desse a voz que te cantou felicidade
E te abraçou num amor que vai além da eternidade


Hoje, por entre as estrelas do meu sonho, duas brilharam mais
Uns olhos de mel sorriram-me um encontro tão conhecido
Disseram-me que sou abençoada
Por ter uma mãe do lado de lá e outra, do lado de cá!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

364 Dias


O peso do tempo abateu-se sobre os meus ombros
Desta vez não se precipitou
Veio soprando de mansinho, invadindo-me sem empurrar
Eu vi-o chegar, e deixei que ele se depositasse em mim
Há lutas desnecessárias
Fiz questão de lhe dar a mão
Deixei-o trazer-me memórias amargas e espetar-me espinhos de dor
Dei-lhe as minhas lágrimas sem soluçar
Já não tens esse poder em mim
Agora tudo é mais calmo
Já não podes disparar o meu coração em agonia
Já não provocas convulsões nas minhas veias
Já não entrecortas o meu respirar
Agora choro em sintonia com a verdade do que não me podes roubar
Confundes-me, sim, concedo-te esse feito
Pareces o ontem, tão reais são as memórias
Pareces o nunca, de tão irreais que elas se me revelam
Atribuo-te, tempo, outro espaço que nem sempre sei reconhecer como meu
Invades-me a memória com a vida que me fez o que hoje sou
Abres um portal em que não te sei contar
E devolves-me a mim mesma, numa nova construção que irei singrar nos alicerces que não perdi
És longo na saudade, demasiado longo
És curto na distância que me separa da acreditação, demasiado curto
Aprendi, porém, que não podes tomar conta de mim
Não me podes devolver ao espaço em que me sopraste o teu fim para eles
Não me podes apagar da memória o espaço em que te arrastaste brindando-me com a sua presença
E não podes ser nos meus sonhos
Não tens espaço aí
Lá eu sou o que quero ser sem relógio, e tu não começas nem acabas
Quase me deixei levar por ti
Mas não posso tempo, voltar a viver o que vivi
Neste agora sou o eu que ainda chora, que não sabe ainda dançar com a saudade
Mas já sou mais que só a dor que ainda não perdi
Por isso, desta vez sou eu que te vou baralhar as datas
Nunca foi o 23, nem o 13, foi no 20 que me mudaste o acontecer
Tudo o que acontecesse a partir daí, dar-te-ia adjectivos de dolorosos punhais
Mas eu não espero pelo 20, tempo, porque há sentimentos intemporais
Hoje, tempo, levito na minha força, e o teu peso nos meus ombros, não aceito, jamais!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ao Amor


A noite era de luar

A lua afundada no imenso mar

Negro de escuridão

Sem estrelas, só ela e a solidão


O vento suspirava o silêncio

Quando surgiste sem avisar

Caminhavas sereno mas decidido

Eu olhei-te e deixei-me levar


Hipnotizada pela tua magia

Senti a corrente de ar

O cheiro leve da maresia

O toque brusco do luar


Levantei-me a tremer

Mas dei-te a mão sem hesitar

Senti medo sem ter que temer

Confundi a dúvida com o acreditar


Invadiste o meu corpo

Espelhaste-te no meu respirar

Desenhas-te um mapa torto

E perguntaste-me"queres viajar?"


Assim te conheci, sentimento sem definição

Devastaste tudo o que é escuridão

Para depois despedires a dor

Acordares a alegria e dizeres:

O meu nome é AMOR


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mudez

Por vezes é só aquela vontade grande de dizer
Dizer até porque a espera é tão grande, quanto o sonho necessário
Contar dos lugares do ser,
Do imaginário, do que sinto, só porque sim!
E o texto, é o desejo recortado de um coração incompleto
Esperando a plenitude do encontro
Ou a solidão infinita do sujeito...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Em Que Mãos Estamos Nós?

Sabem aqueles dias em que não apetece ir dormir?
Aqueles dias em que apetece aproveitar cada gota de tempo, antes de o deixarmos correr por nós sem oposição?
Hoje NÃO é um desses dias!
Quero ir dormir e adormecer comigo a imensidão de emoções que hoje acordaram comigo.
Mas não consigo, não sem antes as vomitar, seja de que forma for. Não as levo comigo para a cama outra vez. Elas não dormem comigo, violam o meu leito de consolo, os meus sonhos, agitam o meu sossegar.
Não questiono a vida, já o disse. Acho que o nosso conhecer do mundo é demasiado pequeno para questionar os trilhos que a vida nos faz percorrer.
Mas, no que se trata ao que se passa cá em baixo, aquilo que os nossos olhos vêm, aquilo que a ciência pode provar, ai, não me calem a voz da revolta!
Assisti ao melhor da medicina, clínica e emocionalmente, devo dizer!
Mas isto!!!???
Não entendo! E não aceito!
Aceito erros, mas jamais aceitarei o encolher de ombros, a negligência, a INDIFERENÇA, a incongruência, a falta de dedicação, o DESLEIXO!
Jamais aceitarei que façam passar uma família inteira por tamanha preocupação e que coloquem em risco a vida de uma criança, adolescente, adulto ou idoso, por pura FALTA DE DEDICAÇÃO, por AGORA NÃO ME APETECE, NÃO QUERO SABER!!!!!
É isto que sinto e que me perdoem a maioria (espero) dos médicos deste país, pela revolta causada por estes incompetentes que me incendiaram assim!
Ganham MUITO, têm regalias que nenhuma outra profissão possui, acho muito bem! Têm também uma responsabilidade como poucas outras (mas não são únicos) e é com isso que justificam essas regalias. Então CUMPRAM-NAS, AJAM DE ACORDO COM A RESPONSABILIDADE COM A QUAL JUSTIFICAM O ORDENADO QUE RECEBEM E O IVA QUE NÃO PAGAM!!!
Há 4 anos que exerço medicina veterinária e NUNCA tratei um paciente meu com a negligência, indiferença que trataram o meu sobrinho. Uso o passado, porque espero que hoje, sejam mãos dedicadas que o auxiliam.
Desiludiu-me este sistema de saúde, estatal e particular!
ASSUSTA-ME! Assusta-me esta peça numérica e estatística, sem alma e coração que nos tornámos para os "profissionais" de saúde. Assusta-me esta falta de motivação, de dedicação de quem trata de nós. Assusta-me esta descartibilidade do individuo enquanto vida.
Em que mãos estamos nós, meu Deus, quando o corpo prega partidas à alma?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009




Meu amor "piquinino", mostra-nos a todos que a força não está no tamanho!


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Maré Boa


É bom lembrar assim

Sem pressas de correr a memória

Sem sufocar nas mãos da dor

Ter tempo de saborear

Sem medo de continuar


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Viajando...

Eu fui, toda eu, não deixei pedaço nenhum de mim para trás.
Fui com tudo o que sou e com a vontade de acrescentar algo mais em mim.
Voltei, mais rica, cheia de olhares, cheiros, sabores, sons.
E deixei lá o meu perfume...
Encantei-me, ri, sonhei, planeei. Percorri, senti, fotografei.
Voltei com mais uma história dentro de mim.
Repetirei? Não sei! Mas ninguém me tira o que recebi!
E isso deixa-me feliz!
A vida, viagem constante.
Fotografias de momentos que nunca se repetem iguais.
Capítulos diferentes, cada um com a sua história.
E nós vamos fotografando e acrescentando memórias em nós.
Encantando,sorrindo, planeando sonhando.
Findo um capítulo, a minha viagem ainda não terminou.
Repetirei? Não sei! Mas ninguém me tira o que recebi!
E isso deixa-me feliz!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Felicidade

A meio do sono chamou por mim
Sabia o meu nome e conhecia o meu rosto
Perguntou-me, contudo, quem era
Eu disse-lhe que sou eu, agora que me tenho a mim
Sorri de mim mesma
Afinal estou cá
E ela pode voltar a olhar para mim
Sopraste-me baixinho,
Um chamamento que me arrebatou
Pegaste-me a mão e pediste-me para viver
E eu disse-te que sim
Olhei para a fronteira do sono
E o frio do sol disse-me que estou acordada
E eu vou cumprir o que te prometi
Felicidade, sei, agora,
Que tu não existes antes de mim!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Hoje Foi O Meu Dia!

Acordei a sorrir e é a sorrir que me vou deitar!

Abençoados os que sabem que as melhores prendas da vida não são materiais!

Tenho dito!