Há 16 anos
sábado, 2 de outubro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
CHEGOU A HORA!

Chegou a hora
Hora de encerrar este capítulo da minha vida
Hora de deixar para trás o peso da personagem em que me tornei
Hora de voltar à minha vida como EU
Com tudo o q me tornei e com a porta aberta para tudo o q ainda posso ser
Hora de crescer
Hora de deixar de ser órfã
Voltar a ser apenas a filha dos pais q serão sempre meus
Hora de assumir a responsabilidade da minha vida
Hora de deixar de ser a Filipa q perdeu os pais
Hora de deixar de me apoiar nesta moleta
Hora de seguir pelo meu pé, mesmo quando coxeio
Hora de deixar de ser a vítima
Hora de tirar aprendizagem do passado
Hora voltar a pôr os olhos no amanhã...com a herança q trouxe do ontem
....
Este blog n tem mais espaço em mim
....
Eu ainda choro
Eu ainda sofro momentos tão cruéis q nunca saberei descrever
Eu ainda sinto um vazio em mim que a saudade me lembra que nunca me abandonará
Eu ainda acordo, alguns dias, sem vontade de me levantar
Eu ainda sonho q eles vão entrar novamente pela porta do meu olhar e abraçar-me
E dizer-me q é tudo mentira
Mas eu já sou mais q isso...
EU LIBERTEI-ME
Libertei-me de mim
Libertei-me também do me bloqueava a evolução individual
Eu cresci
E se cresci neste ano
Cresci porque descobri tantas coisas q n conhecia
Cresci porque aprendi coisas que não sabia
Descobri que há caminhos q n são meus
E que tenho de deixar as pessoas trabalharem o seu próprio crescimento
Descobri q MÃE SÓ HÁ UMA
Descobri que o amor n nos cobra
Não exige de nós sofrimento
N exige q sejamos algo q n somos
Dá, sem esperar em troca
O AMOR JAMAIS JULGA
E muito menos nos difama
O amor exige perdão e quem n sabe perdoar n ama
Eu descobri n posso julgar as educações
Q nem todos tiveram a mesma sorte q eu
De ter uns pais q sabem qual é a hora de nos deixar cair para aprendermos
Pais q n castram, q dão a liberdade de crescer
E por isso nos dão suporte para sabermos continuar
Quando já n estão cá para nos ajudar
Eu descobri q há gente q diz amo-te sem sentir
Eu descobri q fui uma dessas pessoas
Eu descobri q tive uma sorte imensa na minha vida por ser filha de quem sou
Eu aprendi a tirar o bom do mau
Eu aprendi a perdoar e a esquecer os outros e a mim
Eu descobri q na maioria das vezes quando uma pessoa nos irrita
É porque tem algo q nós próprios n soubemos resolver em nós
O ódio e a mágoa têm efeito de espelho
EU DESCOBRI O AMOR
Um amor tão genuíno, puro e verdadeiro
Que n só me aceita como eu sou
Como me obriga a ser eu
Eu encontrei alguém q me faz ser a pessoa q nasci para ser
Sem medo de errar, sem medo de estar só comigo
Q me faz valorizar cada pedaço meu
Q faz exalar o melhor de mim
Eu descobri a CUMPLICIDADE
A força de um olhar, a comunicação de um sorriso
Eu "ganhei" isto tudo porque me permiti
Permiti-me a MUDAR
Permiti-me a aceitar q há alturas na nossa vida
Em que temos de saber que há coisas q têm de ser abandonadas
O acabado tem de ser deitado fora
Ter a coragem de trocar de caminho
Sair do hábito e da rotina
E permitir a vida entrar nos trilhos para evoluir
Ter coragem de entrar no rio da vida
Em vez de ver a vida passar, sentada da margem
Eu aprendi a amar-me
E por isso posso agora amar os outros, com o melhor de mim
Eu descobri q tenho ainda tanto para crescer
Tanto para aprender
Eu reaprendi a ser aluna...e eu sempre adorei aprender!!
Tenho os olhos postos no futuro
Ao passado vou apenas de tempos a tempos para recordar
Para me lembrar do que aprendi
Agora centro-me no dia que tenho nas mãos
Saboreio-lhe cada segundinho,com o frenesim bom, de quem voltou a sonhar
Com o tudo q pode fazer do mundo
Com o tanto q tem
Se de vez em quando se permitir a VER
O tanto q a vida nos dá a cada acordar
Sei muito bem o q quero para mim
E sei também o que preciso para estar completamente realizada
....
Porque acertei o relógio da vida
Já n sou "de alguém"
Sou minha
E quero tudo o q seja "de mim" a q eu tenha direito
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ausência presente
Andar afastada das palavras nunca me soube tão bem...
Andar a viver a MINHA vida outra vez...
Descobrir-me em cada recanto dos sorrisos q eu me esqueci de ter...
Relembrar-me do q sou e do q de novo aconteceu em mim...
Querer ser mais do q a cortina q coloquei entre o meu olhar e o mundo...
Voltar a acontecer em cada passo sem medo de ser...
Redescobrir as cores da vida, escutar cada momento como se fosse uma criança q vibra a cada descoberta dos sons, das texturas, dos sabores...
Ai amigos, soubesse eu escrever a felicidade q sinto no já e no agora, a confiança q voltei a ter em mim e no futuro...e eu n saía daqui...
Mas n sei...e por isso, cada dia que n venho, leiam em mim o q eu n sei escrever, mas cada uma das pessoas q me faz sorrir assim, sabe tão bem ler...
Andar a viver a MINHA vida outra vez...
Descobrir-me em cada recanto dos sorrisos q eu me esqueci de ter...
Relembrar-me do q sou e do q de novo aconteceu em mim...
Querer ser mais do q a cortina q coloquei entre o meu olhar e o mundo...
Voltar a acontecer em cada passo sem medo de ser...
Redescobrir as cores da vida, escutar cada momento como se fosse uma criança q vibra a cada descoberta dos sons, das texturas, dos sabores...
Ai amigos, soubesse eu escrever a felicidade q sinto no já e no agora, a confiança q voltei a ter em mim e no futuro...e eu n saía daqui...
Mas n sei...e por isso, cada dia que n venho, leiam em mim o q eu n sei escrever, mas cada uma das pessoas q me faz sorrir assim, sabe tão bem ler...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Quando acreditei dei...
Tudo, porque não sei ser às prestações
Vou sem duvidas, só eu e o medo de errar
Sempre assim, porque quem tem, tem medo de deixar de ter
Mas mais vale errar, que deixar de ser
Não condeno os caminhos sem os percorrer
Não os pinto com o sangue das feridas que me fizeram crescer
Vou e vou com tudo o que sei ter
Arrisco os mesmos erros dos outros, não os que a mim pertencem
Acredito das pessoas e na sua essência
E com isto se estou nas mãos da vida...
Talvez seja até essa a magia
Porque o perfeito vem duma sucessão se erros
E eu n sou feita de enredos
Sou o filme avariado e sem sentido
Que se faz a cada suspiro
Com tudo o que é feio e bonito
Sem mentiras ou palavras por dizer
Foi assim que vi o sorriso acontecer
E esta alegria merecida, eu n volto a perder
Tudo, porque não sei ser às prestações
Vou sem duvidas, só eu e o medo de errar
Sempre assim, porque quem tem, tem medo de deixar de ter
Mas mais vale errar, que deixar de ser
Não condeno os caminhos sem os percorrer
Não os pinto com o sangue das feridas que me fizeram crescer
Vou e vou com tudo o que sei ter
Arrisco os mesmos erros dos outros, não os que a mim pertencem
Acredito das pessoas e na sua essência
E com isto se estou nas mãos da vida...
Talvez seja até essa a magia
Porque o perfeito vem duma sucessão se erros
E eu n sou feita de enredos
Sou o filme avariado e sem sentido
Que se faz a cada suspiro
Com tudo o que é feio e bonito
Sem mentiras ou palavras por dizer
Foi assim que vi o sorriso acontecer
E esta alegria merecida, eu n volto a perder
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
De Volta
A voz faltou-me sim
E eu deixei q ela fizesse folga
Dos tempos e das verdades q eu n soube contar
Sentia rouca a principio
Foi esmorecendo até q se extinguiu
Porque n encontrou as minhas verdades
Nem o perdão de mim mesma
E eu deixei-a abandonar-me, n a fechei na minha mão
Prisioneira do q eu própria n sabia dizer
Calei-me no silencio da culpa
Sofri na mudez das dúvida
Mas lancei-me ao vento da mudança q escolhi
Libertei-me das culpas e da pena de mim e dos outros
Libertei-os e libertei-me a mim
Sou eu com todas as mentiras e verdades q um ser humano tem
E, na crua e pura verdade, n posso obrigar ninguém a aceitar-me
Mas eu reencontrei-me comigo
Arranjei lugar para a dor da consequencia do q fiz
E ela veio, cantada numa melodia q eu n esqueci
Disse-me q lhe faço falta como ela a mim
Fiz as pazes com a minha voz
E estou de volta,
Com tudo o q ela me deixar falar
E eu deixei q ela fizesse folga
Dos tempos e das verdades q eu n soube contar
Sentia rouca a principio
Foi esmorecendo até q se extinguiu
Porque n encontrou as minhas verdades
Nem o perdão de mim mesma
E eu deixei-a abandonar-me, n a fechei na minha mão
Prisioneira do q eu própria n sabia dizer
Calei-me no silencio da culpa
Sofri na mudez das dúvida
Mas lancei-me ao vento da mudança q escolhi
Libertei-me das culpas e da pena de mim e dos outros
Libertei-os e libertei-me a mim
Sou eu com todas as mentiras e verdades q um ser humano tem
E, na crua e pura verdade, n posso obrigar ninguém a aceitar-me
Mas eu reencontrei-me comigo
Arranjei lugar para a dor da consequencia do q fiz
E ela veio, cantada numa melodia q eu n esqueci
Disse-me q lhe faço falta como ela a mim
Fiz as pazes com a minha voz
E estou de volta,
Com tudo o q ela me deixar falar
terça-feira, 28 de julho de 2009
Por MIM!
E se eu me encontrar por aí,
Nos tempos que a memória apagou?
Quantos espaços serão mudados, reciclados?
Quantos corações serão partidos?
Queria poder dizer que não me importo....
Que sou egoísta e que só penso em mim
Mas não posso...
Ainda assim, é o MEU tempo,
E eu não posso mudar os ventos do destino.
Sou um coração que acolhe, mas antes de tudo...
SOU EU!
E o coração é meu.
Já fui, entrei no barco e não vou sair...
Daqui para lá, só tempo,
Tempo para escrever a verdade,
Bruta, sem mais "ses",
Sou eu comigo,
E preciso ser assim,
Para ser feliz...
domingo, 26 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
.....
Era longe
E a distância não me cabia
Quanto mais eu andava
Mais longe me via
Cega do passado
E do que queria
Tentando não sonhar
Com o que não acontecia
Quanto mais atiçava a chama
Mais a noite caia
E eu sem luz nem mapa
A cada passo mais me perdia
Olhava em volta de mim
E nada acontecia
Gritava com mais força
E me ouvia mais emudecida
Não fui mais porque acordei
Olhei em volta e não me espantei
Tudo igual sem ser o que sou
Porque só estou bem, onde não estou...
E a distância não me cabia
Quanto mais eu andava
Mais longe me via
Cega do passado
E do que queria
Tentando não sonhar
Com o que não acontecia
Quanto mais atiçava a chama
Mais a noite caia
E eu sem luz nem mapa
A cada passo mais me perdia
Olhava em volta de mim
E nada acontecia
Gritava com mais força
E me ouvia mais emudecida
Não fui mais porque acordei
Olhei em volta e não me espantei
Tudo igual sem ser o que sou
Porque só estou bem, onde não estou...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O Roscas
Assomou na esquina.
Instintivamente a minha alegria chamou por ele.
E ele veio, sedento de se afagar nas minhas mãos moles de saudade.
Chamei-o pelo nome que a rua que o adoptou lhe designou.
Perguntei-lhe naquele tom de voz tão parvo, que só a nossa tentativa de inocência canina pode alcançar, se queria comer.
Rapidamente ligou a ventoinha peluda e começou a dançar ao meu redor.
Foi aí que o olhei de frente.
E senti-me...transparente!
Nunca nenhum olhar humano me viu, como aqueles olhos caninos o fizeram.
Espelhou em mim a inocência sincera do que ele é e eu nunca poderei ser.
Ficou ali, á espera somente do que eu lhe tinha para dar, aguardando o tempo que eu decidi que tinha para ele.
Não me pediu mais, voltou-me a barriga para um último carinho e lambeu-me as mãos, num ritual fácil.
Foi rua abaixo e voltou a esquina, não sem antes procurar o meu olhar num "até logo silencioso".
Até chegar à cama tosca que alguém carinhosamente preparou para ele, foi cumprimentando um sem número de corações conquistados pela sua simpatia agradecida.
Às vezes vejo-o farejando esses cantos afora e pergunto-me se procura a família que não o foi, quando decidiu que ele já não fazia parte dela.
Jogado na rua não faz, de certeza julgamento e, acredito, que seria vê-lo a abanar a sua ventoinha peluda se encontrasse quem não o procura mais.
Este é o meu novo amigo!
Não há chuva, cansaço ou noite mal dormida que o impeçam de me dar um bom dia, uma boa tarde, um até amanha.
Não há tempo que falte, que o faça não ter tempo para mim, e para todas as mãos que lhe dão o que podem dar, não há falta de tempo, que o seja para os seus amigos...
Dou por mim hoje a pensar, estarei assim tão louca, ou apenas tomando consciência da minha condição defeituosamente Humana, quando hoje digo "caramba, as coisas que eu aprendo com um cão!"
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Fotografias Da Alma
Quando eu penso nessas amizades, sem formas nem vaidades, que só conhecem as verdades, do que somos sem entraves; eu transcendo em alegria, por esta, para muitos, utopia, ser para mim uma mais valia, que fortalece o que sentia, quando em pequena dizia, que de nada serve a fotografia, a posição ou a hierarquia, mas sim a pessoa embutida, na real forma do que sentia.
Os rostos que conhecemos, resumem-se a um quadrado fotografado, escolhido por um qualquer significado, para ser apresentado, a quem pouco importa o penteado, o peso, a altura, ou o explicitado.
O que queremos é o camuflado, o que está por baixo do declarado, aquilo que se revela pelo teclado, de cada vez que por um qualquer chamado, necessitamos que seja partilhado, o nosso eu mais purificado, o nosso ser mascarado, por essa forma do quadrado fotografado.
Então de cada vez que eu leio deliciada, de qualquer um desses amigos da estrada, esta cujo alcatrão é palavra, eu volto orientada, para o meu caminho nesta jornada, em que no fim, vale mesmo é a caminhada, e a voz soletrada, que não pode ser fotografada.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O Verdadeiro Casamento

Quando ela entrou, eu vi no olhar deles, tudo aquilo que os poetas tentam escrever ao longo dos tempos e dos espaços e não conseguem
Ali, naquele momento, de respiração suspensa e coração galopado, a definição mais perfeita de Amor
Aqueles passos, dela até ele, construindo em suspenso no mundo em que só eles existiam, um poema como nunca ninguém escreveu
Eu digo, é por isto que vale a pena viver
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Talvez tenha sido a vontade de ser mais do que aquilo que escrevo
Encontrar a verdade do que penso e sinto
Encarar o mundo sem esta bengala que apoia a tristeza que vivi
Descobrir o que me tornei, encontrar o que ficou em mim
Talvez tenha sido o egoísmo de pensar só em mim
De não contar a ninguém o que sinto, como estou
Fechar o casulo sem me deixar derramar sobre o papel
Talvez tenha sido a necessidade de encubar os pensamentos, os sentimentos
Deixá-los ser antes de os fixar no écran, poder lê-los antes de saírem de mim
Talvez tenha sido a necessidade de me olhar de frente e ver o bom e o mau
Talvez tenha sido a a vontade da desculpa do cansaço
Talvez tenha sido a necessidade de voltar a sentir saudades do ritual
De encontrar aqui os meus poetas, sarar as minhas feridas com as suas palavras
Iluminar-me com as palavras dos que amam e retribuem o que dou de mim
Talvez tenha sido a vontade de não saber o que escrever quando venho aqui
Sentir aquela sede de deixar escorrer as palavras por mim
Talvez tenha sido a necessidade de deixar o tempo passar
Permitir ao comboio engatar nos carrilhos e levar-me ao destino
Talvez tenha sido apenas o não me apetecer
Não sei o que foi
Mas sei que precisei que fosse assim
Só eu, com o tempo que teimei em não deixar passar por mim
Encontrar a verdade do que penso e sinto
Encarar o mundo sem esta bengala que apoia a tristeza que vivi
Descobrir o que me tornei, encontrar o que ficou em mim
Talvez tenha sido o egoísmo de pensar só em mim
De não contar a ninguém o que sinto, como estou
Fechar o casulo sem me deixar derramar sobre o papel
Talvez tenha sido a necessidade de encubar os pensamentos, os sentimentos
Deixá-los ser antes de os fixar no écran, poder lê-los antes de saírem de mim
Talvez tenha sido a necessidade de me olhar de frente e ver o bom e o mau
Talvez tenha sido a a vontade da desculpa do cansaço
Talvez tenha sido a necessidade de voltar a sentir saudades do ritual
De encontrar aqui os meus poetas, sarar as minhas feridas com as suas palavras
Iluminar-me com as palavras dos que amam e retribuem o que dou de mim
Talvez tenha sido a vontade de não saber o que escrever quando venho aqui
Sentir aquela sede de deixar escorrer as palavras por mim
Talvez tenha sido a necessidade de deixar o tempo passar
Permitir ao comboio engatar nos carrilhos e levar-me ao destino
Talvez tenha sido apenas o não me apetecer
Não sei o que foi
Mas sei que precisei que fosse assim
Só eu, com o tempo que teimei em não deixar passar por mim
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Alentejo da Minha Alma
Era cedo
Suave a lânguida preguiça que se roçava no meu corpo
De olhos semi-cerrados percorria as linhas da aguarela que se desenhava diante de mim
A voz do poeta perscrutava a minha memória e eu cantava com ele
Alentejo da minha alma
Adiante, a planície com sede de Primavera estendia-se para lá do meu olhar
No horizonte um azul tão cálido como quente, abraçava-a num fim que não acontecia
Como se não houvesse limite para toda a beleza que aflorava naquela manhã amena
Como um ciclo que se repete, nunca igual, a Natureza impunha-se perante tudo o que é artificial
E eu fiquei, só, sem me sentir sozinha, agradecendo-lhe baixinho por me deixar fazer parte dela
Alentejo da minha alma
Dissolvi-me no momento como quem encontra o seu lugar
Estendi-me na certeza de fazer parte do que agora encontrei
E fiquei, eu e o meu Alentejo, neste namoro natural
Repito este encontro de cada vez que a noite teima em não acabar em mim
Vou vê-lo amanhecer para que a manhã amanheça também em mim
Alentejo da minha alma
Dou-me à brisa como ao colo de uma mãe
Corro sem me mexer pelos vales intermináveis da beleza que esta terra pare a cada dia
E sinto em mim todas as certezas que não encontro nos prédios e nos carros da metrópole
Sou um espírito livre que segue nas costas do gado que se arrasta pela erva que o alimenta
Sou as asas das garças que mutualizam comigo esta comunhão
Aqui sou, tudo o que posso ser
E quando me despeço, nunca lhe digo adeus
Este quadro mora em mim para além daquilo que posso ver
É aqui que me irei plantar, na esperança que quando ninguém me puder regar
A chuva cessará a minha sede de querer sempre e sempre te contemplar
Alentejo da minha alma
Meu lugar
sábado, 28 de março de 2009
Se queres...Podes!

Procura nos versos acumulados em mim
Na falta da tinta que não os derramou sobre o papel
Nos buracos que se abriram pelas ausências que não regressaram
Nos sorrisos que se abriram em cada sol que despertou em mim
Nos músculos fatigados pelo gosto de me cansar assim novamente
Nas críticas por não aprender a gerir o meu tempo
Agora que sei que há amanhãs que não se repetem
Deixo lá as palavras que ficaram por dizer, porque a vontade não superou o cansaço
Deixo lá a falta de dizer o que não disse, porque o sono superou a voz
Deixei de me preocupar com o que ficou por contar
Deixei de me angustiar com o tempo que não tenho, ou não sei ter
Não há aprendizagens perfeitas
E viver o momento, não significa poder ser tudo o que temos para ser num dia
Não sei viver pensando que posso não ter amanhã
Adoro esta sabedoria, saber estar só com o silêncio
Saber estar sem fazer nada e aproveitar tudo o que esse nada tem
Adoro ficar atordoada sem saber para onde me virar
Adoro resmungar por não ter tempo para tudo
Adoro isto tudo que me tem abraçado nesta última semana
Voltar a ser eu com a vida que eu tinha
Sentir o prazer imenso de fazer o que gosto
Saber que este buraco que tenho em mim me vai acompanhar sempre
Mas aprender a remetê-lo para um canto em que não é a expressão de mim
Eu acordei, de um sono em que incubei a Filipa que conhecia
E comigo acordou uma outra que se fez
É de novo o meu tempo, voltei a mim
Sou um sorriso que grita, amigos.... VOLTEI A SER FELIZ!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Hoje o meu sorriso é do tamanho do mundo!!!!

A vida é assim mesmo...curiosa, muito curiosa...
Hoje o meu sorriso é do tamanho do mundo!
E eu hoje digo que EU MEREÇO!!
E é assim que hoje sinto, na certeza do meu sorriso e dos que sorriem comigo.
Se soubesse pintar, pintava.
Mas não sei!
E por isso escrevo, apenas
HOJE O MEU SORRISO É DO TAMANHO DO MUNDO!
:)
Hoje o meu sorriso é do tamanho do mundo!
E eu hoje digo que EU MEREÇO!!
E é assim que hoje sinto, na certeza do meu sorriso e dos que sorriem comigo.
Se soubesse pintar, pintava.
Mas não sei!
E por isso escrevo, apenas
HOJE O MEU SORRISO É DO TAMANHO DO MUNDO!
:)
domingo, 8 de março de 2009
A Presença da Ausência
A presença da ausência é cruel...
Aqueles momentos em que sentimos tanto a falta de alguém, que essa falta se parece materializar num qualquer ser que nos persegue como uma sombra...
E ela empurra-nos os passos para nos lembrar que não podemos esquecer.
Agora, nos segredos do pensamento, eu sei. Sei tanto que sinto a minha certeza.
Na retrospectiva do dia, vejo a ausência que não senti enquanto o pensamento foi apenas amigo da memória. Mas a noite é traiçoeira e o coração ganha força com o por do sol.
E eu sei que todos queríamos o par que cobriria as cabeceiras da mesa. E eu sei que todos queríamos ver sair das fotografias as formas da presença. E eu sei que todos pensamos nos "ses" e em todos os pontos de interrogação que ainda nos angustiam a incredulidade.
E eu sei que hoje, os lençóis de 3 quartos acolhem 6 almas com o mesmo pensamento.
E eu sei que todos hoje sentimos a presença da ausência.
Mas, (e o "mas" tem a mágica capacidade de poder ser tão cruel, quanto divino), no decorrer dos tempos que hoje imortalizámos em fotos que não precisam de revelação, manual ou digital, eu não fui o pensamento das ideias que agora tenho. Fui o mágico resultado do amor.
Hoje foi um dia perto da perfeição. Muito perto.
Falei, ouvi, recordei de uma forma tão poderosa, quanto serena. E eu hoje fui feliz.
E agora, as mãos que tremem a escrita que se me acumula no peito, sabem o que querem escrever. Mas eu também sei que há momentos que não se podem dizer.
E, por isso, hoje prefiro lembrar a presença da ausência de uma outra forma...a memória falada com a força de um amor intemporal que faz parecer que não falta nada nem ninguém, nos momentos em que a força da recordações é uma máquina do tempo que nos leva de volta ao espaço falado....porque há presenças que não precisam de forma e formas que nunca se ausentam.
Somos o resultado de uma amizade continuada, uma ligação que a diferença geracional não interrompeu. Um fluido continuado de um rio que não vi nascer, mas sinto pertencer...
É este o balanço que faço do tempo, hoje.
Que vocês possam sentir, em qualquer momento do tempo em que a memória vos recordar este dia, a felicidade que hoje me trouxeram.
Obrigada amigos, foi um maravilhoso dia a 8....
Aqueles momentos em que sentimos tanto a falta de alguém, que essa falta se parece materializar num qualquer ser que nos persegue como uma sombra...
E ela empurra-nos os passos para nos lembrar que não podemos esquecer.
Aquela sensação de incomodo repetida, como a ventoinha de um computador, da qual só nos apercebemos realmente quando a desligamos...
Sento-me e reflicto nas horas que o tempo imortaliza. Agora, nos segredos do pensamento, eu sei. Sei tanto que sinto a minha certeza.
Na retrospectiva do dia, vejo a ausência que não senti enquanto o pensamento foi apenas amigo da memória. Mas a noite é traiçoeira e o coração ganha força com o por do sol.
E eu sei que todos queríamos o par que cobriria as cabeceiras da mesa. E eu sei que todos queríamos ver sair das fotografias as formas da presença. E eu sei que todos pensamos nos "ses" e em todos os pontos de interrogação que ainda nos angustiam a incredulidade.
E eu sei que hoje, os lençóis de 3 quartos acolhem 6 almas com o mesmo pensamento.
E eu sei que todos hoje sentimos a presença da ausência.
Mas, (e o "mas" tem a mágica capacidade de poder ser tão cruel, quanto divino), no decorrer dos tempos que hoje imortalizámos em fotos que não precisam de revelação, manual ou digital, eu não fui o pensamento das ideias que agora tenho. Fui o mágico resultado do amor.
Hoje foi um dia perto da perfeição. Muito perto.
Falei, ouvi, recordei de uma forma tão poderosa, quanto serena. E eu hoje fui feliz.
E agora, as mãos que tremem a escrita que se me acumula no peito, sabem o que querem escrever. Mas eu também sei que há momentos que não se podem dizer.
E, por isso, hoje prefiro lembrar a presença da ausência de uma outra forma...a memória falada com a força de um amor intemporal que faz parecer que não falta nada nem ninguém, nos momentos em que a força da recordações é uma máquina do tempo que nos leva de volta ao espaço falado....porque há presenças que não precisam de forma e formas que nunca se ausentam.
Somos o resultado de uma amizade continuada, uma ligação que a diferença geracional não interrompeu. Um fluido continuado de um rio que não vi nascer, mas sinto pertencer...
É este o balanço que faço do tempo, hoje.
Que vocês possam sentir, em qualquer momento do tempo em que a memória vos recordar este dia, a felicidade que hoje me trouxeram.
Obrigada amigos, foi um maravilhoso dia a 8....
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Duas Mulheres Intemporais
MÃE,
Perduras além do tempo que te faltou
Arrastas-te como uma fragrância suave que cheiro em tudo o que vejo, faço ou sinto
Não és o dia que aconteceu quando outra voz te chamou
Cantas neste corpo que trouxeste à vida
Ris na alma orgulhosa que ajudaste a crescer
Sou um coração que não abandonaste
E por isso este dia, mais não representa que o fim dum capitulo, na vida que não acabaste de escrever
Continuas igual ao que sempre conheci
Estás tão forte como sempre te senti
És o que aconteceste e perdurarás além de ti, de mim e do acontecer
Porque pessoas como tu, não poderão, jamais, morrer.
MARIANA,
Nas memórias do tempo, fizeram-te acontecer
E não foi neste dia que deixaste de viver
Estás perto como uma força que fizeram acender junto de mim
E eu abençoo este dia que te fez nascer
Poderes ser, mais que amiga, mãe, avó
Seres este ser que me acolhe em toda a contemplação
Envolves-me num manto de carinho, aconchego, protecção
Festejo a tua vida, hoje, com o mesmo amor com que recordo a que não terminou
E hoje, presenteio-te com a voz que no sono me falou
Disse-me ela que te enviasse um beijinho
Levasse a memória duma vida partilhada que foi soprada levemente para ti
Te desse a voz que te cantou felicidade
E te abraçou num amor que vai além da eternidade
Hoje, por entre as estrelas do meu sonho, duas brilharam mais
Uns olhos de mel sorriram-me um encontro tão conhecido
Disseram-me que sou abençoada
Por ter uma mãe do lado de lá e outra, do lado de cá!
Perduras além do tempo que te faltou
Arrastas-te como uma fragrância suave que cheiro em tudo o que vejo, faço ou sinto
Não és o dia que aconteceu quando outra voz te chamou
Cantas neste corpo que trouxeste à vida
Ris na alma orgulhosa que ajudaste a crescer
Sou um coração que não abandonaste
E por isso este dia, mais não representa que o fim dum capitulo, na vida que não acabaste de escrever
Continuas igual ao que sempre conheci
Estás tão forte como sempre te senti
És o que aconteceste e perdurarás além de ti, de mim e do acontecer
Porque pessoas como tu, não poderão, jamais, morrer.
MARIANA,
Nas memórias do tempo, fizeram-te acontecer
E não foi neste dia que deixaste de viver
Estás perto como uma força que fizeram acender junto de mim
E eu abençoo este dia que te fez nascer
Poderes ser, mais que amiga, mãe, avó
Seres este ser que me acolhe em toda a contemplação
Envolves-me num manto de carinho, aconchego, protecção
Festejo a tua vida, hoje, com o mesmo amor com que recordo a que não terminou
E hoje, presenteio-te com a voz que no sono me falou
Disse-me ela que te enviasse um beijinho
Levasse a memória duma vida partilhada que foi soprada levemente para ti
Te desse a voz que te cantou felicidade
E te abraçou num amor que vai além da eternidade
Hoje, por entre as estrelas do meu sonho, duas brilharam mais
Uns olhos de mel sorriram-me um encontro tão conhecido
Disseram-me que sou abençoada
Por ter uma mãe do lado de lá e outra, do lado de cá!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
364 Dias

O peso do tempo abateu-se sobre os meus ombros
Desta vez não se precipitou
Veio soprando de mansinho, invadindo-me sem empurrar
Eu vi-o chegar, e deixei que ele se depositasse em mim
Há lutas desnecessárias
Fiz questão de lhe dar a mão
Deixei-o trazer-me memórias amargas e espetar-me espinhos de dor
Dei-lhe as minhas lágrimas sem soluçar
Já não tens esse poder em mim
Agora tudo é mais calmo
Já não podes disparar o meu coração em agonia
Já não provocas convulsões nas minhas veias
Já não entrecortas o meu respirar
Agora choro em sintonia com a verdade do que não me podes roubar
Confundes-me, sim, concedo-te esse feito
Pareces o ontem, tão reais são as memórias
Pareces o nunca, de tão irreais que elas se me revelam
Atribuo-te, tempo, outro espaço que nem sempre sei reconhecer como meu
Invades-me a memória com a vida que me fez o que hoje sou
Abres um portal em que não te sei contar
E devolves-me a mim mesma, numa nova construção que irei singrar nos alicerces que não perdi
És longo na saudade, demasiado longo
És curto na distância que me separa da acreditação, demasiado curto
Aprendi, porém, que não podes tomar conta de mim
Não me podes devolver ao espaço em que me sopraste o teu fim para eles
Não me podes apagar da memória o espaço em que te arrastaste brindando-me com a sua presença
E não podes ser nos meus sonhos
Não tens espaço aí
Lá eu sou o que quero ser sem relógio, e tu não começas nem acabas
Quase me deixei levar por ti
Mas não posso tempo, voltar a viver o que vivi
Neste agora sou o eu que ainda chora, que não sabe ainda dançar com a saudade
Mas já sou mais que só a dor que ainda não perdi
Por isso, desta vez sou eu que te vou baralhar as datas
Nunca foi o 23, nem o 13, foi no 20 que me mudaste o acontecer
Tudo o que acontecesse a partir daí, dar-te-ia adjectivos de dolorosos punhais
Mas eu não espero pelo 20, tempo, porque há sentimentos intemporais
Hoje, tempo, levito na minha força, e o teu peso nos meus ombros, não aceito, jamais!
Desta vez não se precipitou
Veio soprando de mansinho, invadindo-me sem empurrar
Eu vi-o chegar, e deixei que ele se depositasse em mim
Há lutas desnecessárias
Fiz questão de lhe dar a mão
Deixei-o trazer-me memórias amargas e espetar-me espinhos de dor
Dei-lhe as minhas lágrimas sem soluçar
Já não tens esse poder em mim
Agora tudo é mais calmo
Já não podes disparar o meu coração em agonia
Já não provocas convulsões nas minhas veias
Já não entrecortas o meu respirar
Agora choro em sintonia com a verdade do que não me podes roubar
Confundes-me, sim, concedo-te esse feito
Pareces o ontem, tão reais são as memórias
Pareces o nunca, de tão irreais que elas se me revelam
Atribuo-te, tempo, outro espaço que nem sempre sei reconhecer como meu
Invades-me a memória com a vida que me fez o que hoje sou
Abres um portal em que não te sei contar
E devolves-me a mim mesma, numa nova construção que irei singrar nos alicerces que não perdi
És longo na saudade, demasiado longo
És curto na distância que me separa da acreditação, demasiado curto
Aprendi, porém, que não podes tomar conta de mim
Não me podes devolver ao espaço em que me sopraste o teu fim para eles
Não me podes apagar da memória o espaço em que te arrastaste brindando-me com a sua presença
E não podes ser nos meus sonhos
Não tens espaço aí
Lá eu sou o que quero ser sem relógio, e tu não começas nem acabas
Quase me deixei levar por ti
Mas não posso tempo, voltar a viver o que vivi
Neste agora sou o eu que ainda chora, que não sabe ainda dançar com a saudade
Mas já sou mais que só a dor que ainda não perdi
Por isso, desta vez sou eu que te vou baralhar as datas
Nunca foi o 23, nem o 13, foi no 20 que me mudaste o acontecer
Tudo o que acontecesse a partir daí, dar-te-ia adjectivos de dolorosos punhais
Mas eu não espero pelo 20, tempo, porque há sentimentos intemporais
Hoje, tempo, levito na minha força, e o teu peso nos meus ombros, não aceito, jamais!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Ao Amor

A noite era de luar
A lua afundada no imenso mar
Negro de escuridão
Sem estrelas, só ela e a solidão
O vento suspirava o silêncio
Quando surgiste sem avisar
Caminhavas sereno mas decidido
Eu olhei-te e deixei-me levar
Hipnotizada pela tua magia
Senti a corrente de ar
O cheiro leve da maresia
O toque brusco do luar
Levantei-me a tremer
Mas dei-te a mão sem hesitar
Senti medo sem ter que temer
Confundi a dúvida com o acreditar
Invadiste o meu corpo
Espelhaste-te no meu respirar
Desenhas-te um mapa torto
E perguntaste-me"queres viajar?"
Assim te conheci, sentimento sem definição
Devastaste tudo o que é escuridão
Para depois despedires a dor
Acordares a alegria e dizeres:
O meu nome é AMOR
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Mudez
Por vezes é só aquela vontade grande de dizer
Dizer até porque a espera é tão grande, quanto o sonho necessário
Contar dos lugares do ser,
Do imaginário, do que sinto, só porque sim!
E o texto, é o desejo recortado de um coração incompleto
Esperando a plenitude do encontro
Ou a solidão infinita do sujeito...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
