quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Viajando...

Eu fui, toda eu, não deixei pedaço nenhum de mim para trás.
Fui com tudo o que sou e com a vontade de acrescentar algo mais em mim.
Voltei, mais rica, cheia de olhares, cheiros, sabores, sons.
E deixei lá o meu perfume...
Encantei-me, ri, sonhei, planeei. Percorri, senti, fotografei.
Voltei com mais uma história dentro de mim.
Repetirei? Não sei! Mas ninguém me tira o que recebi!
E isso deixa-me feliz!
A vida, viagem constante.
Fotografias de momentos que nunca se repetem iguais.
Capítulos diferentes, cada um com a sua história.
E nós vamos fotografando e acrescentando memórias em nós.
Encantando,sorrindo, planeando sonhando.
Findo um capítulo, a minha viagem ainda não terminou.
Repetirei? Não sei! Mas ninguém me tira o que recebi!
E isso deixa-me feliz!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Felicidade

A meio do sono chamou por mim
Sabia o meu nome e conhecia o meu rosto
Perguntou-me, contudo, quem era
Eu disse-lhe que sou eu, agora que me tenho a mim
Sorri de mim mesma
Afinal estou cá
E ela pode voltar a olhar para mim
Sopraste-me baixinho,
Um chamamento que me arrebatou
Pegaste-me a mão e pediste-me para viver
E eu disse-te que sim
Olhei para a fronteira do sono
E o frio do sol disse-me que estou acordada
E eu vou cumprir o que te prometi
Felicidade, sei, agora,
Que tu não existes antes de mim!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Hoje Foi O Meu Dia!

Acordei a sorrir e é a sorrir que me vou deitar!

Abençoados os que sabem que as melhores prendas da vida não são materiais!

Tenho dito!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Passagem

Eu vejo e os meus olhos acreditam.
Eu sinto e desejo de verdade.
Não são as passas, o champanhe, o subir a cadeira, o bater das panelas.
É tudo, tudo o que nos faz repassar, analisar e voltar a sonhar.
E porque não aproveitar este dia e prometer promessas que não se cumprirão?
E porque não sonhar com sonhos pelos quais não vamos lutar?
E porque não acreditar, ainda que por um dia, nos 364 que se seguirão?
Eu faço balanço, sonho, prometo e acredito!
E, quando começar a contagem, a partir do 12 vou-me agarrar ao momento,
Vou relembrar, vou prometer, vou sonhar,
E quando chegar ao 1, vou descer a cadeira com o coração cheio de esperança,
E acreditar que as gargalhadas que me enchem os ouvidos,
O amor que me rodeia,
Os sonhos que me alimentam
Me irão acompanhar,
Sempre,
Para que em mais nenhum dia do ano,
Eu possa gritar,
Contente,
A contagem decrescente do tempo!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

E porque família vai muito além do sangue que nos corre nas veias, por vocês Família, hoje, afinal, encontrei-me com o Natal!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Este Natal

Ausente...
Encontrando-me comigo às escondidas, encontros mansos, subtis.
Eu e meu pensamento, vigiados pelo coração.
Conversamos, tentamos nos entender.
Ele vê sentido, eu não.
Mas este dia não é meu. Nem dele.
É do coração.
E não vou de encontro à vaga, não é tempo de luta.
Está o que não posso mudar. Não me vou cansar.
Por isso deixo-me só estar.
Dispensei o pensamento.
Dei folga ao coração. Não vai cá estar por dois dias.
E é o que é e só pode ser assim.
Não ignoro, mas não posso absorver mais deste tempo.
Faço o que posso para compensar.
Mas o coração não pode acreditar.
Chegámos a um acordo.
O tempo não mudou o calendário.
Por isso, vou deixá-lo passar por mim.
Não me chamem agora pelo nome
Estou ausente, pra poder estar aqui.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abrir A Porta À Vida


Fizeste-me pensar...

Não são pensamentos novos, é verdade. Tenho pensado sobre o assunto, bastante.
Atormenta-me a ideia de só conseguir escrever sobre...sobre isto...e sobre o que isto fez de mim.
De só conseguir...ou de não me permitir...

Assusta-me a ideia de me habituar a viver com esta ausência!

Pronto! Disse-o! É esta a verdade. Tenho medo de abandonar a dor, como se de alguma forma ela me permitisse não abandonar o capítulo da minha vida que encerrou.

Não sei se as guias das minhas asas ainda não voltaram a crescer...ou se serei eu que não me deixo voar.

Na verdade, ainda não me permiti a tentar.

Há respostas que ainda não encontrei. Há perguntas que ainda não me atrevi a fazer...

E AGORA?

Hoje li algures "Não é verdade que o tempo cura todas as feridas. Elas permanecem lá. O tempo apenas lhes coloca uma cicatriz por cima, atenuando a dor que elas provocam".

Vou pensar sobre o pensamento...Sei que o longe é do tamanho do meu olhar...

Talvez um dia destes eu abra a porta à vida...

Talvez um dia destes me lance no horizonte das incertezas...procurando as respostas que o a terra firme esgotou.

Talvez um dia destes te surpreenda, quando, ao me leres, olhares para cima e me vires de asas estendidas.

Então sei que estarás sorrindo, orgulhosa da tua gaivota rebelde, que não se conformou.

E no teu coração estará a alegria de saberes que, mesmo de asa partida, ela tentou!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Crescendo


Os dias passam, um após o outro
O meu coração soma emoções
Às vezes rebenta de dor, mas outras, tudo é amor
Pequenina, vou-me reconstruindo
Sou o que fui e o que não sei ainda ser
Sou o passado que me enche, e o futuro que sonho
Dia a dia, o acordar é uma surpresa
Cresço a cada dia
E sei que o meu espaço vai ficando pequeno para mim
Vou adiando o meu momento
Serei eu que não quero ainda nascer?
Ou não é ainda o tempo de eu acontecer?
Preciso mas não quero me libertar ainda
Adio paciente o meu parto
Busco e construo o que perdi em mim
Não sou ainda o que quero ser
E não quero ser assim
Olho para ver, sou para acontecer
E neste ventre em que me defendo
Não posso ainda abrir a comporta da dor
Preciso me fazer para poder ser
Quero dar passos firmes na vida
Marcar, perpetuar, tudo o que habita em mim
No mundo que a vida semeou no meu quintal
Deixar as sementes que me farão crescer depois de mim
Inspirar os frutos do meu ser
Como a minha árvore me inspirou a mim
Saber que vou sorrir sem tremer
Expulsar a culpa de poder viver
Sem ser mais que a ferida que tomou conta de mim
Quero ser tudo e o nada que já não sei ser
Quero saber, que quando renascer
Me posso apresentar ao dia dizendo:
"Bom dia vida, esta sou eu, pronta a viver!"

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Que Deus Uniu, Nem a Morte Pode Separar


9 meses, tempo de gerar um novo acordar
Deixei de ligar às datas, são muitas e eu não me quero lembrar
Mas hoje, a coincidência empurrou-me, e eu não me consegui desviar
Obriguei-me a pensar, a sentir, a especular
E, é este o dia que me faz avançar
É aqui que está o sentido, o aceitar

O que Deus uniu, nem a morte pode separar!

E por isso aqui, hoje, sou eu que vou festejar
Aí, juntos de certeza, podem continuar
O amor que vai muito além do casar
Sei que é esse o amor que me faz sonhar
Onde não se distingue o fim e o começar
Festejo esta união que me fez acordar
Para a vida de que só me posso orgulhar
E, mesmo sem querer rimar
O vosso amor será o eterno versar
No meu coração sedento de continuar
A eterna poesia do amar!
Eu sei,

O que Deus uniu, nem a morte pode separar!


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Meu Poeta

Nas tuas palavras nasci
Hoje o meu coração abarcou em ti.
Aí onde estás, ainda me podes ler?
De mansinho, velas o meu crescer?
As palavras perduram
E do passado empurram
Tanto amor, tanto ardor
E eu sinto-lhes o sabor
Como da primeira vez que as li
Sussurras-me o que escrevi
Quando morava no teu coração
E fazias de mim a tua inspiração
Serás sempre o Meu Poeta
Meu avô, qual profeta
Viste o teu continuar
"Andorinha que me vem acordar"
E se em mim te viste repetido
Da tua herança irei tirar sentido
E nesta, sempre nossa, poesia imortal
Possam, pelo tempo intemporal,
Serem minhas palavras o continuar
Do teu vitalício orgulhar