quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ausência presente

Andar afastada das palavras nunca me soube tão bem...

Andar a viver a MINHA vida outra vez...

Descobrir-me em cada recanto dos sorrisos q eu me esqueci de ter...

Relembrar-me do q sou e do q de novo aconteceu em mim...

Querer ser mais do q a cortina q coloquei entre o meu olhar e o mundo...

Voltar a acontecer em cada passo sem medo de ser...

Redescobrir as cores da vida, escutar cada momento como se fosse uma criança q vibra a cada descoberta dos sons, das texturas, dos sabores...

Ai amigos, soubesse eu escrever a felicidade q sinto no já e no agora, a confiança q voltei a ter em mim e no futuro...e eu n saía daqui...

Mas n sei...e por isso, cada dia que n venho, leiam em mim o q eu n sei escrever, mas cada uma das pessoas q me faz sorrir assim, sabe tão bem ler...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quando acreditei dei...
Tudo, porque não sei ser às prestações
Vou sem duvidas, só eu e o medo de errar
Sempre assim, porque quem tem, tem medo de deixar de ter
Mas mais vale errar, que deixar de ser
Não condeno os caminhos sem os percorrer
Não os pinto com o sangue das feridas que me fizeram crescer
Vou e vou com tudo o que sei ter
Arrisco os mesmos erros dos outros, não os que a mim pertencem
Acredito das pessoas e na sua essência
E com isto se estou nas mãos da vida...
Talvez seja até essa a magia
Porque o perfeito vem duma sucessão se erros
E eu n sou feita de enredos
Sou o filme avariado e sem sentido
Que se faz a cada suspiro
Com tudo o que é feio e bonito
Sem mentiras ou palavras por dizer
Foi assim que vi o sorriso acontecer
E esta alegria merecida, eu n volto a perder

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

De Volta

A voz faltou-me sim
E eu deixei q ela fizesse folga
Dos tempos e das verdades q eu n soube contar
Sentia rouca a principio
Foi esmorecendo até q se extinguiu
Porque n encontrou as minhas verdades
Nem o perdão de mim mesma
E eu deixei-a abandonar-me, n a fechei na minha mão
Prisioneira do q eu própria n sabia dizer
Calei-me no silencio da culpa
Sofri na mudez das dúvida
Mas lancei-me ao vento da mudança q escolhi
Libertei-me das culpas e da pena de mim e dos outros
Libertei-os e libertei-me a mim
Sou eu com todas as mentiras e verdades q um ser humano tem
E, na crua e pura verdade, n posso obrigar ninguém a aceitar-me
Mas eu reencontrei-me comigo
Arranjei lugar para a dor da consequencia do q fiz
E ela veio, cantada numa melodia q eu n esqueci
Disse-me q lhe faço falta como ela a mim
Fiz as pazes com a minha voz
E estou de volta,
Com tudo o q ela me deixar falar

terça-feira, 28 de julho de 2009

Por MIM!


E se eu me encontrar por aí,

Nos tempos que a memória apagou?

Quantos espaços serão mudados, reciclados?

Quantos corações serão partidos?

Queria poder dizer que não me importo....

Que sou egoísta e que só penso em mim

Mas não posso...

Ainda assim, é o MEU tempo,

E eu não posso mudar os ventos do destino.

Sou um coração que acolhe, mas antes de tudo...

SOU EU!

E o coração é meu.

Já fui, entrei no barco e não vou sair...

Daqui para lá, só tempo,

Tempo para escrever a verdade,

Bruta, sem mais "ses",

Sou eu comigo,

E preciso ser assim,


Para ser feliz...

domingo, 26 de julho de 2009




Parida no momento em que o tempo nos cruzou,

uma amizade,

que em irmãs nos tornou

...


És, assim, inevitavelmente, um sol na minha noite, amiga



segunda-feira, 13 de julho de 2009

.....

Era longe
E a distância não me cabia
Quanto mais eu andava
Mais longe me via
Cega do passado
E do que queria
Tentando não sonhar
Com o que não acontecia
Quanto mais atiçava a chama
Mais a noite caia
E eu sem luz nem mapa
A cada passo mais me perdia
Olhava em volta de mim
E nada acontecia
Gritava com mais força
E me ouvia mais emudecida

Não fui mais porque acordei
Olhei em volta e não me espantei
Tudo igual sem ser o que sou
Porque só estou bem, onde não estou...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Roscas

Assomou na esquina.
Instintivamente a minha alegria chamou por ele.
E ele veio, sedento de se afagar nas minhas mãos moles de saudade.
Chamei-o pelo nome que a rua que o adoptou lhe designou.
Perguntei-lhe naquele tom de voz tão parvo, que só a nossa tentativa de inocência canina pode alcançar, se queria comer.
Rapidamente ligou a ventoinha peluda e começou a dançar ao meu redor.
Foi aí que o olhei de frente.
E senti-me...transparente!
Nunca nenhum olhar humano me viu, como aqueles olhos caninos o fizeram.
Espelhou em mim a inocência sincera do que ele é e eu nunca poderei ser.
Ficou ali, á espera somente do que eu lhe tinha para dar, aguardando o tempo que eu decidi que tinha para ele.
Não me pediu mais, voltou-me a barriga para um último carinho e lambeu-me as mãos, num ritual fácil.
Foi rua abaixo e voltou a esquina, não sem antes procurar o meu olhar num "até logo silencioso".
Até chegar à cama tosca que alguém carinhosamente preparou para ele, foi cumprimentando um sem número de corações conquistados pela sua simpatia agradecida.
Às vezes vejo-o farejando esses cantos afora e pergunto-me se procura a família que não o foi, quando decidiu que ele já não fazia parte dela.
Jogado na rua não faz, de certeza julgamento e, acredito, que seria vê-lo a abanar a sua ventoinha peluda se encontrasse quem não o procura mais.
Este é o meu novo amigo!
Não há chuva, cansaço ou noite mal dormida que o impeçam de me dar um bom dia, uma boa tarde, um até amanha.
Não há tempo que falte, que o faça não ter tempo para mim, e para todas as mãos que lhe dão o que podem dar, não há falta de tempo, que o seja para os seus amigos...
Dou por mim hoje a pensar, estarei assim tão louca, ou apenas tomando consciência da minha condição defeituosamente Humana, quando hoje digo "caramba, as coisas que eu aprendo com um cão!"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fotografias Da Alma

Quando eu penso nessas amizades, sem formas nem vaidades, que só conhecem as verdades, do que somos sem entraves; eu transcendo em alegria, por esta, para muitos, utopia, ser para mim uma mais valia, que fortalece o que sentia, quando em pequena dizia, que de nada serve a fotografia, a posição ou a hierarquia, mas sim a pessoa embutida, na real forma do que sentia.
Os rostos que conhecemos, resumem-se a um quadrado fotografado, escolhido por um qualquer significado, para ser apresentado, a quem pouco importa o penteado, o peso, a altura, ou o explicitado.
O que queremos é o camuflado, o que está por baixo do declarado, aquilo que se revela pelo teclado, de cada vez que por um qualquer chamado, necessitamos que seja partilhado, o nosso eu mais purificado, o nosso ser mascarado, por essa forma do quadrado fotografado.
Então de cada vez que eu leio deliciada, de qualquer um desses amigos da estrada, esta cujo alcatrão é palavra, eu volto orientada, para o meu caminho nesta jornada, em que no fim, vale mesmo é a caminhada, e a voz soletrada, que não pode ser fotografada.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Verdadeiro Casamento


Quando ela entrou, eu vi no olhar deles, tudo aquilo que os poetas tentam escrever ao longo dos tempos e dos espaços e não conseguem


Ali, naquele momento, de respiração suspensa e coração galopado, a definição mais perfeita de Amor


Aqueles passos, dela até ele, construindo em suspenso no mundo em que só eles existiam, um poema como nunca ninguém escreveu


Eu digo, é por isto que vale a pena viver

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Talvez tenha sido a vontade de ser mais do que aquilo que escrevo
Encontrar a verdade do que penso e sinto
Encarar o mundo sem esta bengala que apoia a tristeza que vivi
Descobrir o que me tornei, encontrar o que ficou em mim
Talvez tenha sido o egoísmo de pensar só em mim
De não contar a ninguém o que sinto, como estou
Fechar o casulo sem me deixar derramar sobre o papel
Talvez tenha sido a necessidade de encubar os pensamentos, os sentimentos
Deixá-los ser antes de os fixar no écran, poder lê-los antes de saírem de mim
Talvez tenha sido a necessidade de me olhar de frente e ver o bom e o mau
Talvez tenha sido a a vontade da desculpa do cansaço
Talvez tenha sido a necessidade de voltar a sentir saudades do ritual
De encontrar aqui os meus poetas, sarar as minhas feridas com as suas palavras
Iluminar-me com as palavras dos que amam e retribuem o que dou de mim
Talvez tenha sido a vontade de não saber o que escrever quando venho aqui
Sentir aquela sede de deixar escorrer as palavras por mim
Talvez tenha sido a necessidade de deixar o tempo passar
Permitir ao comboio engatar nos carrilhos e levar-me ao destino
Talvez tenha sido apenas o não me apetecer

Não sei o que foi
Mas sei que precisei que fosse assim
Só eu, com o tempo que teimei em não deixar passar por mim